about time
time is atemporal. so i won’t say it’s been a long time. i wonder with somehow my skin is thicker or my mind is just lost in daily silly stuff. i lost my password, i lost my words.
time is atemporal. so i won’t say it’s been a long time. i wonder with somehow my skin is thicker or my mind is just lost in daily silly stuff. i lost my password, i lost my words.
seasons come and go. people come and go. but i am still here.
como eu posso dizer que eu tenho medo de mudança? uma nova fase se aproxima.
it is so much easier to feel weird. eu nunca me senti tão sensível e tão casca grossa ao mesmo tempo. tão certa e incerta dos meus desejos. tão decidida e tão em dúvida sobre as minhas escolhas. so pretty and so ugly. so tired and so hyper. tão introvertida, mas com tanta necessidade de falar sem parar. tão carente, mas com tanta necessidade do meu próprio espaço. tão velha e responsável, mas tão jovem e inconsequente. com tanta saudades, mas com alivio da distância. so afraid and so anxious for the future to come, but so scared it might actually arrive. tão confiante por onde eu cheguei, mas tão insegura de onde tudo isso vai me levar.
e eu tive o tempo para pensar, e o eu tive o tempo de reavaliar tudo, mas eu deixei passar. eu tava tão longe, eu tava num lugar que nunca existiu nem nunca vai existir que eu esqueci do presente. e mesmo sabendo reconhecer isso eu faço again and again and again.
sometimes i feel so sorry for the ones around me. mas que outra opção eu tenho? just keep going. as long as i have good music, like bon iver with me i’ll be fine.
Alguns momentos são infinitos. No trem eu olho pras pessoas ao meu redor e por alguns segundos eu sou elas. Fico ouvindo Alexi Murdoch e da pra entrar em cada uma das vidas. Me ajuda a pensar que nenhuma vida é perfeita, e eu me lembro de uma menina no hospital me dizendo ‘everyone has its dark side’ e eu sorri de leve. I have my dark side, and it’s very dark and scary. Sometimes I wish I was a barfly, but that might be quite lonely and then I ask my self why the fuck I can never be happy with what i’ve got. I wish for things and then I suffer and I cry and I think and I get down and then when its finally here I just can’t be happy for it. How sick is that? How sad is that? I feel like im allienating people around me. And I have so much inside me, but I cant give it to other people, I can only have it for myself. It is so much but also it is so little and then i feel so empty and i start to look for something else and then i get into trouble. I keep picturing myself in other peoples life and I keep asking my self WHAT IF.
Minha fase MUSAS acabou. Por muito tempo só queria saber das mulheres, mas não consigo parar de ouvir eles. Qual é o masculino pra MUSAS? No meu ipod só consigo escutar Ray, Alexi, Phoenix, Friendly fires e Caetano. Fui.
Pela janela as folhas secas viajam entre os carros, arvores e pessoas. I just feel I’m in a constant battle to hide away my pain, every single day. I guess I just miss being taken care of. It seems that by myself I tend to make the wrong decisions. I’m so tired I just can’t sleep at night, I’m so sad but I just can’t cry… I don’t have enough strength for that. I’m on one of those dark moments and I have no idea how to move from it.
Domingo é sempre o pior dia. Ainda mais um domingo dia das mães. A saudade da minha família só fica maior. Que saudades dos almoços cheio de gente. Do barulho de milhões de conversas cruzadas. Da risada solta cada vez que alguém lembra um momento marcante. Daquele momento que sempre chega: ouvir pela milésima vez a mesma história sobre quando meu pai tava na segunda série. Saudades do cafézinho no final. E de nunca precisar se preocupar com pagar a conta. Saudades de andar de carro. Saudade dos abraços, aconchegos e cestas. Saudades de perspectivas. Muita saudades de quem eu amo. Me dói não poder compartilhar cada momento com eles. Cada pensamento, cada bobagem, cada loucura. Saudades de falar com alguém que entende direitinho o que eu quero dizer. Mas se a dor sempre mostra algo de bom vejo um futuro promissor. A solidão assusta, mas deve ser encarada de frente.
Today I just wanted the long day to be over. Today everything went wrong. I was so angry, so frustrated.
Palavras guardadas. Papéis perdidos. Dor nas costas. Dor no coração.
Todos os dias eu me pergunto se vale a pena. Todos os dias as mesmas imagens. O mesmo caminho de ida e de volta.
Estar sozinha me faz pensar em mais coisas. Eu me lembro quando descobri N.Jones e passava tardes deitadas na cama, com o sol do inverno gaúcho na cara ouvindo o cd no repeat. Eu lembro de pegar carona com o meu pai pra faculdade. Eu me lembro de caminhar pela cidade, sempre com trilha sonora. As lembranças mais fortes são aquelas que combinam vários sentidos. As minhas lembranças mais queridas são aquelas que eu combino imagem, som, cheiro… é só fechar os olhos que elas voltam tão rápido como se eu ainda estivesse lá. Cada mês e cada dia significava alguma coisa, e hoje eu perdi muito as minhas referências. Os significados são todos diferentes e nem sempre eu tenho com quem compartilhar tudo o que acontece comigo.
I’ve been angry lately. But now the long day is over. Tomorrow is tomorrow. Keep going.
O corpo fala. E ela voltou. Não foram poucas as vezes em que eu me senti estranha. Como se uma semente de abacate estivessa presa entre o coração e o início do estômago. Eu já conheço essa sensação. Amanhã é meu último dia perto dos que amo, perto de uma vida tão confortável e conhecida. Hoje começei a fazer as malas e a sensação voltou. Já senti ela antes, em momentos marcantes. Volto pra um conhecido, mas num setting completamente estranho. Nova fase se inicia. Uma fase boa, diga-se de passagem. Suada e merecida. Prova da ambição, determinação e persisitência que eu sempre soube que tinha.
Mas nada apaga essa sensação tão difícil. Nem mesmo o tempo tão agradável, que me permite manter a janela aberta em um dia chuvoso de verão enquanto ouço a voz rouca de Sade no presente que ganhei quando completei 18 anos.
Minha inspiração http://www.youtube.com/watch?v=oSpIWu8mn0A
Não precisa ter medo. Não fica assim, não. Tem tantos momentos lindos, que nem chegaram ainda. Se lembra das coisas simples que tu gosta tanto. O sol quente acarinhando a tua pele na janela no ônibus. As conversas sem propósito, sem porque e sem sentido. Os risos tímidos, mas soltos. O sonho de que tudo vai ser bom. A música certa na hora certa. O dormir com o coração batendo mais forte e o acordar com a sensação gostosa de um dia que promete. O fim de tarde de uma sexta-feira, esperando pelas surpresas do final de semana, um calorzinho no peito, o dever cumprido, um ciclo que se encerra. A expectativa, a motivação, a vida, tão viva.
Tu vai sentir saudades disso tudo. Aproveita, aprende, vive, sonha e imagina. Intensamente tem mais graça. Amanhã tudo vai ser sabido. Hoje não. Viver com o desconhecido.
Deep blue sea, baby.
Não um dia após o outro. Um minuto após o outro. Vou levando, me arrastando, empurrando, caminhando e muitas vezes correndo. Se tem uma coisa que eu aprendi é que de nada adianta planejar, porque sempre algumas coisa não vão acontecer como o esperado. Hoje eu tinha planejado ficar triste, mas com o sol lá fora não consigo.
Desculpa. Des-culpa.
Cada vez que não há luz, eu morro um pouco. Cada vez que, mais uma vez, não é possível, eu morro um pouco. Todos os dias, chuvoso e frio, ensolarado e não tão frio, eu morro um pouco. Cada distância eu morro um pouco. Cada olhar eu morro um pouco. Cada vez que eu sonho, eu morro um pouco. Cada vez que eu me lembro da minha vida, eu morro um pouco. Cada vez vou ficando menor, vou perdendo e esvaziando. E isso nunca vai viver de novo. Vou levar essa parte morta comigo, sempre. Brindo a morte, então, que nos joga o mundo real na cara.
tentar se re-inventar. tem certas heranças que são eternas.
ampliação todo o tempo. algumas fronteiras tem de serem respeitadas.
olhar nos olhos. as pessoas aqui se sentem ofendidas.
imaginar a frente. sempre.
Quando a falta é grande eu tento pensar nas coisas pequenas. Nos pequenos objetos que faziam dias mais felizes. Uma vez eu passei uma tarde inteira deitada no sol, ouvindo CDs aleatórios no som que eu ganhei quando eu fiz 18 anos.
Como é que eu posso me sentir reconfortada a partir de cenas que eu nunca vivi? pessoas que eu nunca conheci e lugares que eu nunca fui?
O meu plano não era esse, mas agora estou sem plano nenhum. O que eu quero ser não vai nunca existir.
Come down from the mountain, you have been gone to long.
The spring is upon us; follow my only song, to settle down with me by the fire of my yearning hearth.
You should come back home, beckon your own, now.
É verão e hoje chove. Depois de vários dias de sol e calor. Muitas vezes eu me sinto chuvosa por dentro.
Celos é a minha música preferida do Gotan Project. Londres combina com GP porque Londres combina com tudo que a gente quiser. Hoje eu acordei com saudades. Saudades é a coisa mais cliché por aqui. Nunca se encerra.
Dizer que nem parece que eu já tô aqui a 9 meses é bobagem. Não sei mais como é gosto do café que a minha mãe fazia pra mim. Me esqueci do CEP da casa do meu pai. Ao mesmo tempo as memórias mais fortes são aquelas que de certa forma estão ligadas a um sentimento. Me lembro da sensação de sexta-feira, lá pelas 17hrs, quando eu tava no colégio, lá pela oitava série. Naquela época eu precisava de muito menos, e sempre lá por volta das 17hrs da sexta-feira me batia uma felicidade enorme, estúpidamente boba e sem motivo nenhum. Talvez a perspectiva do final de semana que estava por vir? Não sei. Me lembro perfeitamente da sensação de fadiga extrema depois de um domingo de sol no campestre, quando eu tinha uns 13 anos. O caminho de volta da zona sul para o centro era longo e eu sempre dormia no carro. Se são essas as coisas que mais me dão saudades então eu tô fudida, porque essas coisas nunca mais. Hoje minha felicidade se resume a pessoas que acreditam em mim e passeios no final de semana, momentos que nos permitimos não pensar no que não tem solução a não ser o tempo.
A coisa que mais me irrita em estar aqui é como tudo é elavado na potência máxima. Não é mais um questão de perder o controle dos sentimentos, das emoções e dos significados, é muito mais que isso. Quando isso acontecia, eu tava em casa, e isso me protegia de uma maneira indescritível. Agora eu não tô mais em casa e cada pequena coisa me afeta como se fosse uma bomba nuclear anunciando o fim do mundo. Eu não queria ser assim, mas dessa vez meu pai tá longe demais pra me lançar aquele olhar que era um misto de amor com dureza me dizendo que eu tinha que ser mais casca grossa. E aí parece que tudo desmorona muito mais fácil. Essa noite sonhei com a minha mãe, sonhei que eu tava de volta e que a gente tava se abraçando longamente e chorando muito. E quanto mais sensível eu fico, mais eu sofro, e quanto mais eu sofro mais eu me culpo por estar sofrendo por uma coisa que pode parecer banal pra tanta gente e quanto mais eu me culpo, mais eu sofro e mais eu tenho raiva de mim mesma e de tudo que eu sou, e quanto mais eu tenho raiva de mim mesma mais fraca e impotente eu me sinto.
Ela é revolta. Acorda como que explusando todo mundo. Sem dó, sem colher de chá. Ela é agressiva e doce exatamente ao mesmo tempo: primeiro te joga no chão e te esfrega na cara todas as tuas fraquezas, mas logo depois te ajuda a levantar e te surpreende com alguma coisa boa e feliz. O vento gelado é o mesmo que te faz lacrimejar e limpar a alma. Se é possível, ela é constantemente inconstante, altos x baixos, frio x calor, segurança x vulnerabilidade, forte x fraca, ódio x amor, medo x certeza. Com ela, a maioria das coisas não tem meio termo. Ela é organizada, ela acredita nas regras, mas os melhores momentos são aqueles longe das coisas certas. Ela usa as cores mais bonitas, ela acredita no amor, ela tá sempre aberta para todo mundo.
Ela sou eu, e eu sou ela. Ela é Londres.
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Preciso escrever uma carta pra quando eu fizer 30 anos. Dar pra minha mãe deixar eu abrir só no dia 28.12.2013
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